Sífilis tem cura, mas diagnóstico e tratamento não devem ser adiados
Uma infecção conhecida há séculos, que pode permanecer silenciosa no organismo e provocar complicações graves, ainda representa um desafio para a saúde pública. Apesar de ter cura e contar com diagnóstico e tratamento gratuitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a sífilis exige atenção, prevenção e cuidados no momento certo.
Em alusão ao Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, celebrado em 17 de outubro de 2026, o Município de Guaíra, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), alerta a população sobre os riscos da doença e a importância da testagem, mesmo na ausência de sintomas.
Causada pela bactéria Treponema pallidum, identificada em 1905, a sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), transmitida principalmente durante relações sexuais sem preservativo. A infecção também pode passar da gestante para o bebê durante a gravidez ou o parto, condição conhecida como sífilis congênita.
Um dos principais riscos está na evolução silenciosa da doença. Na fase inicial, pode surgir uma ferida indolor na região genital, no ânus ou na boca. Posteriormente, podem aparecer manchas pelo corpo, especialmente nas palmas das mãos e plantas dos pés. Esses sinais podem desaparecer espontaneamente, mas isso não significa que a pessoa esteja curada.
Sem tratamento, a infecção pode permanecer no organismo por anos e causar danos ao coração, ao cérebro e ao sistema nervoso, além de outras complicações graves.
O diagnóstico é simples, rápido e gratuito. Em Guaíra, o teste rápido para sífilis está disponível nas Unidades de Saúde da Família (USFs) e pode ser realizado mesmo por pessoas que não apresentam sintomas. O procedimento consiste na coleta de uma pequena gota de sangue, geralmente obtida por uma picada na ponta do dedo, com resultado em aproximadamente 15 a 30 minutos.
O exame identifica anticorpos relacionados à infecção. Quando o resultado é reagente, a equipe de saúde realiza a avaliação necessária para definir a conduta, que pode incluir exames complementares e início do tratamento. Como o teste também pode identificar anticorpos de uma infecção anterior já tratada, o resultado deve ser interpretado por um profissional de saúde.
Na gestação, a atenção deve ser redobrada. A transmissão da sífilis para o bebê pode provocar aborto, parto prematuro, problemas de saúde no recém-nascido e até a morte da criança. Por isso, a testagem durante o pré-natal e o tratamento oportuno da gestante são fundamentais para prevenir a sífilis congênita.
A identificação da bactéria causadora da sífilis, em 1905, representou um avanço no conhecimento da doença. Décadas depois, a introdução da penicilina transformou seu tratamento. Atualmente, a penicilina benzatina é o medicamento de primeira escolha, com esquema definido conforme a avaliação clínica.
Além dos testes rápidos, a rede municipal de saúde disponibiliza gratuitamente preservativos, orientações preventivas e tratamento pelo SUS. As parcerias sexuais também devem receber avaliação e, quando indicado, tratamento, para evitar novas transmissões.
A Secretaria Municipal de Saúde orienta a população a procurar a USF de referência para esclarecer dúvidas e realizar a testagem, especialmente após uma possível exposição à infecção.
A sífilis tem cura, mas o diagnóstico e o tratamento não devem ser adiados. Um teste que leva poucos minutos pode fazer a diferença na prevenção de complicações e na proteção da saúde.
Para mais informações, a população pode procurar a Diretoria Administrativa da Secretaria Municipal de Saúde, na Rua Monjoli, nº 600, Centro, ou entrar em contato pelo telefone (44) 3642-9599.